Sinto-te debaixo da minha pele.
Não consigo mais disfarçar, não consigo 'desapaixonar'.
Sinto-te ao longe, sinto-te ao perto, sinto-te em qualquer lugar. Não sei o que fazer, mas também não quero mudar.
Quero-te aqui, ali e acolá, no sofá. Vamos ver um filme, está tempo de chuva. Eu sei como és caseira, que adoras estar em casa em tempos cinzentos e águarentos. Quero fazer aquilo que não fiz, quero ouvir aquilo que não ouvi, que não disseste. Quero tudo o que não tive. Quero-te.
Tornei-me metade do homem que era contigo.
Vi-te na outra noite, mas quando te fui falar, desapareceste. Mais um pesadelo disfarçado de sonho. Mais um acordar, nada risonho...
Desejo-te. Sinto a minha pele a fervilhar só de ouvir o teu nome, só de pensar em ti.
Vem. Não precisas de me amar, eu faço-o pelos dois. Apaixona-te só. Só um bocadinho.
Desculpa ser egoista, mas sem ti muita coisa perdeu o sentido, o rumo devido.
Ver-te e não te falar, tocar. Isso é pior que me matar.
Liga-me. Deixa-me viver 5 segundos. 5 pequenos segundos.
sexta-feira, 30 de janeiro de 2015
domingo, 25 de janeiro de 2015
Ela é tudo
Eu e ela.
Somos inseparáveis.
Não cresci com ela, não a conheço desde nascença, mas conheci-a ao longo da vida.
Era um tarreco na altura quando a vi pela primeira vez. Achei-a engraçada, afinal de contas ela pintava! Percebi logo o que fazer com ela, tivemos muita diversão, vos garanto!
Uau! Que alegria, ela ajudava-me a desenhar, embora eu fosse um desastre ao inicio, parecia um picasso a desenhar de olhos tapados, credo.
Com o tempo, melhorei as minhas obras de merda, passaram a rabiscos. Mais uma vez, uau!
Vi que não era o meu futuro, então tivemos uma conversa.
Chegamos a um acordo, iriamos seguir por outro meio.
Com o desenvolver da minha maturidade e mentalidade, comecei a usá-la na escrita, e hoje garanto-vos que é a minha melhor amiga.
Com ela já vivi fantasias, aventuras e presenciei batalhas épicas mas essencialmente, com ela já naveguei entre as mágoas da vida, já a usei como lanterna em tempos de escuridão.
Não digo que ela seja um bote salva-vidas, mas é com certeza um megafone silencioso, uma luz que não ofusca, um apoio que não desiste.
Ela ajuda-me a expressar quando não consigo dizer as palavras em voz alta.
É com ela que por vezes dou revira-voltas na minha vida, aliás, que exponho os meus sentimentos mais profundos.
Já me viu chorar, desesperar por algum namoro que correu mal, por desilusões familiares, enfim, infelicidades e sem querer, até vos digo ... Ela já sofreu de violência doméstica. Mas permaneceu. Ela é rija, não teme e se for preciso também se vinga. Obriga-me a gastar dinheiro em comprar tinta, safada maldita.
A vida é amarga meu amigos. A vida é como uma rosa, bonita ao longe, encantadora. Mas assim que pegamos nela, picamo-nos. Uma rosa, tem espinhos.
Mas agora, apresento-vos, a minha caneta. Ela não é muito, mas é o que tenho. E para quem escreve, ela é tudo.
Ela despede-se e eu também.
Só eu sei
Só eu sei.
Só eu sei o que sinto ao pensar em ti. O que me dói.
A dor que me bate e desperta. Me alerta que ainda moras cá, que o vazio que deixaste cresce a cada pensamento meu de ti.
Só eu sei o quanto já me lamentei. Chorei.
Um homem também chora. Também fraqueja. Também treme.
A minha almofada, está molhada, tive que mudar o lado. Está a ser uma noite ridicula.
Sabes o que se repete na minha cabeça? Lembraste da última frase que me disseste?
Enganaste-te quanto ao tipo. Enganaste-te de todo. Enganaste-te cegamente pelo teu passado, de que eu nunca fui nem serei culpado.
Só eu sei ...
Sinceramente, já não sei. Já não sei o que escrever. São 4h37 da manhã.
Só eu sei o que me falta. Volta.
sexta-feira, 23 de janeiro de 2015
Um choro de raiva
Apetece-me chorar.
Não o choro de infelicidade e muito menos de alegria.
Choro de raiva. Choro por saber que seria o certo, que tu és a certa, que serias o arriscar mais arriscado que alguma vez eu arriscaria.
Mas nada. Vazio. Sem fundo, sem fim.
Por muito que queira sair, procurei e não existe porta. Não existem placas, não existem sinais.
Na realidade, procuro-te cada vez mais.
Queria ter capacidade de te esquecer, de seguir em frente sem levar bagagem, sem ter receios, ir de cabeça levantada, olhar em frente e começar uma nova caminhada.
Mas vejo-te. Em cada rua, em cada parede, em qualquer espelho, em todos os quartos.
Eu imagino-te. E choro.
Choro com raiva. Com raiva de não te poder ter, de não ser de ferro e me erguer. Com raiva de mim próprio por quebrar, por me ter deixado apaixonar.
Não é a solidão que me assusta, é ver-te ir embora sem olhares para trás uma única vez. Sem olhares para mim.
E tremo.
É mais uma noite sem a tua presença.
É mais uma noite, em que a lua não voltou, e o céu... Chorou.
Não o choro de infelicidade e muito menos de alegria.
Choro de raiva. Choro por saber que seria o certo, que tu és a certa, que serias o arriscar mais arriscado que alguma vez eu arriscaria.
Mas nada. Vazio. Sem fundo, sem fim.
Por muito que queira sair, procurei e não existe porta. Não existem placas, não existem sinais.
Na realidade, procuro-te cada vez mais.
Queria ter capacidade de te esquecer, de seguir em frente sem levar bagagem, sem ter receios, ir de cabeça levantada, olhar em frente e começar uma nova caminhada.
Mas vejo-te. Em cada rua, em cada parede, em qualquer espelho, em todos os quartos.
Eu imagino-te. E choro.
Choro com raiva. Com raiva de não te poder ter, de não ser de ferro e me erguer. Com raiva de mim próprio por quebrar, por me ter deixado apaixonar.
Não é a solidão que me assusta, é ver-te ir embora sem olhares para trás uma única vez. Sem olhares para mim.
E tremo.
É mais uma noite sem a tua presença.
É mais uma noite, em que a lua não voltou, e o céu... Chorou.
quarta-feira, 21 de janeiro de 2015
Um sonho rasurado
Sonhei-te, idealizei-te.
Ainda só sabia o teu nome, a cor do teu cabelo e a melodia que a tua voz era para os meus ouvidos.
Com isto, já fazias da minha noite mais promissora, a cama já era mais que um repouso, já a considerava como um tesouro.
Quando adormecia, forçava pensar em ti para sonhar rapidamente contigo, mas logo vi que não era necessário.
Comecei a perceber, a entender que mesmo sonhando com o Mickey e a Minnie, com o casal desconhecido que vi no café, até... Isto tudo, era, o meu sub-consciente a pensar em ti, em mim. Em nós. Disfarçados com máscaras e bonecadas que no fundo eram coisas que amavas.
Nós nunca tivemos nenhum castelo, nunca foste nenhuma princesa e eu nenhum sapo, mas havia algo, nunca fizeste de mim um trapo.
Já viste onde está o problema?
Nunca passou de um sonho, podiamos ter começado a nossa história, mas decidiste ficar pelos rascunhos de palavras rasuradas onde linhas não eram pronunciadas. Mal imaginavas tu, que eras uma das que eram amadas.
Honestamente, não importaria esperar mais um milénio, eu. Se pudesse ter, cada pedaço teu.
domingo, 18 de janeiro de 2015
O meu pecado
Ela não existe.
Seus traços banhados em ouro de visões celestes com um sorriso infernal, quem és tu para fazer de mim um pecador mortal?
Capaz de mover montanhas, capaz de clarear tempos de escuridão, não é menina, é um mulherão.
É impressionante a paz, que trás, sem dela se aperceber, é tão genuína que me faz crer.
Serás tu, um fruto da minha imaginação ou já cá estavas no meu coração, e eu cego não te dei atenção?
Por tempos pensei que teria acabado, mas do nada surgiste novamente. Guerreira que não desiste, marcante e triunfante.
És tu quem me orienta de norte a sul, nesse teu modo desajeitado, muito honestamente, é isso que me deixa deleitado.
Estou adorar este nosso joguinho, em criança, escondidinhas sempre foi o meu favorito.
Diz-me, como vai ser quando te apanhar? Vamos novamente nos olhar? Prometo que desta vez teremos connosco o mar.
Deixa o jogo ser o nosso segredo, tu e eu num cantinho, dar-te-ei o meu ombro e carinho.
Por fim, eu sei que te vais rir, mas lê agora com atenção. Foca-te lá no fundo, bem lá no fundo e vê com atenção.
Entendes o que quero dizer?
Por vezes, quando começa-mos uma pintura, ao inicio ela pode parecer um pouco falhada, talvez até sem muito nexo, assim como eu. Mas ao longo do tempo, ela vai ganhando traços, vai fazendo o seu caminho e acaba por ganhar cor, emoção.
Desculpa, eu simplifico.
No meio de tanta confusão, já reparaste que fizeste de mim, o teu joão?
A minha carta na secretária
Talvez eu não passe de uma moldura empoeirada na tua gaveta, ou de uma lembrança de vida distantes.
Talvez a gente não se fale mais. Diria eu que a fase de me iludir já teria passado, pensava eu poder prever tudo.
Não posso. Ninguém pode.
Mas enquanto diziam ser impossível, eu sentia.
Eu sentia tudo que havia para sentir, borboletas a voar, fogo de artificio, um estrelar de pipocas a rebentar. Tu, fizeste-me delirar!
Não foi necessário nenhum beijo, nenhum abraço ou amasso. Foi só no olhar, no riso, na conversa durante o luar.
Sem aviso lá vieste, entraste no comboio sem bilhete e saiste sem deixar lembrete.
O tempo pode passar, as coisas podem mudar, mas a importância que conquistaste, essa vai permanecer.
O tempo não apaga algo assim tão bom, tão genuíno.
Deixo um pouco a ingratidão de lado e vejo que, na verdade, o destino foi muito generoso comigo.
Mesmo tendo nascido com vidas tão distantes, tive a chance de a encontrar, de a conhecer, de lhe falar.
E por mais que tenham sido poucos momentos juntos, eu nunca na vida seria tolo o suficiente para reclamar, da minha melhor lembrança.
A saudade que sinto, parece parvoíce. Chamar-me-iam de louco, mas a verdade é que eu o sou...
Por ti.
Talvez a gente não se fale mais. Diria eu que a fase de me iludir já teria passado, pensava eu poder prever tudo.
Não posso. Ninguém pode.
Mas enquanto diziam ser impossível, eu sentia.
Eu sentia tudo que havia para sentir, borboletas a voar, fogo de artificio, um estrelar de pipocas a rebentar. Tu, fizeste-me delirar!
Não foi necessário nenhum beijo, nenhum abraço ou amasso. Foi só no olhar, no riso, na conversa durante o luar.
Sem aviso lá vieste, entraste no comboio sem bilhete e saiste sem deixar lembrete.
O tempo pode passar, as coisas podem mudar, mas a importância que conquistaste, essa vai permanecer.
O tempo não apaga algo assim tão bom, tão genuíno.
Deixo um pouco a ingratidão de lado e vejo que, na verdade, o destino foi muito generoso comigo.
Mesmo tendo nascido com vidas tão distantes, tive a chance de a encontrar, de a conhecer, de lhe falar.
E por mais que tenham sido poucos momentos juntos, eu nunca na vida seria tolo o suficiente para reclamar, da minha melhor lembrança.
A saudade que sinto, parece parvoíce. Chamar-me-iam de louco, mas a verdade é que eu o sou...
Por ti.
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