quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Um sonho rasurado

Sonhei-te, idealizei-te.
Ainda só sabia o teu nome, a cor do teu cabelo e a melodia que a tua voz era para os meus ouvidos.
Com isto, já fazias da minha noite mais promissora, a cama já era mais que um repouso, já a considerava como um tesouro.
Quando adormecia, forçava pensar em ti para sonhar rapidamente contigo, mas logo vi que não era necessário. 
Comecei a perceber, a entender que mesmo sonhando com o Mickey e a Minnie, com o casal desconhecido que vi no café, até... Isto tudo, era, o meu sub-consciente a pensar em ti, em mim. Em nós. Disfarçados com máscaras e bonecadas que no fundo eram coisas que amavas.
Nós nunca tivemos nenhum castelo, nunca foste nenhuma princesa e eu nenhum sapo, mas havia algo, nunca fizeste de mim um trapo.
Já viste onde está o problema?
Nunca passou de um sonho, podiamos ter começado a nossa história, mas decidiste ficar pelos rascunhos de palavras rasuradas onde linhas não eram pronunciadas. Mal imaginavas tu, que eras uma das que eram amadas.
Honestamente, não importaria esperar mais um milénio, eu. Se pudesse ter, cada pedaço teu.

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